A ANADEC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DA CIDADANIA E DO CONSUMIDOR, nasceu da experiência pessoal de seus Membros fundadores, na qualidade de cidadãos e consumidores que sentiam a falta de um organismo atuante e independente na defesa dos interesses dos consumidores, pois apesar da existência de organismos estatais especializados, de grande valia para a sociedade, bem verdade é que infelizmente a demora de agir destes Órgãos, em razão da falta de pessoal e de investimento por parte do Estado, acabava
por desmotivar a busca por uma Sociedade de Consumo mais justa.
Dessa forma, sem desejar que o Estado promova todos os meios de defesa do consumidor, coisa que é impossível tamanha a abrangência do tema, em janeiro de 1.999, foi fundada a ANADEC como mais uma legítima representante da Sociedade Civil, como forma de contribuir para o sistema e proteger o hipossuficiente nas relações de consumo.

A preocupação da ANADEC é com o coletivo, sem deixar de lado o problema individual de cada associado, tanto é que as medidas legais intentadas pela Associação se dão por meio de Ações Civis Públicas, pois com uma só ação, faz-se Justiça para todos os consumidores que se enquadrem na relação descrita no processo, sejam eles identificados ou não.

Em pouco tempo de existência a ANADEC já acumula ações de enorme relevância social, modificando situações ilegais já profundamente enraizadas na conduta diária de diversos e poderosos fornecedores de produtos e serviços, que infelizmente se prevalecem de seu poderio econômico na elaboração de contratos de adesão contendo cláusulas abusivas, além de condutas e práticas desleais, distanciando-se da boa-fé que deve imperar nas relações.

A projeção social das ações patrocinadas pela ANADEC justifica os objetivos que motivaram a sua fundação, por pessoas que queriam apresentar à Sociedade de Consumo mais um meio de proteção, visando àquela que é a mais atuante das relações em nossas vidas; a relação de consumo.

Infelizmente, após decorridos mais de uma década e meia de plena vigência do Código de Defesa do Consumidor, nos deparamos com as mais absurdas situações de desrespeito do direito dos consumidores, em prol do ganho fácil e desmotivado da grande maioria dos oligopólios.

Por isso, a atuação da ANADEC se dá nacionalmente nos mais variados segmentos e, vem sendo consolidada em muitos Estados da Federação, onde se vislumbram cláusulas abusivas em detrimento dos consumidores, reunindo, atualmente, centenas de ações civis públicas, com grande concentração na Capital do Estado de São Paulo.

Pelos relevantes serviços prestados a toda sociedade de consumo, foi reconhecida e declarada como órgão de utilidade pública municipal pela Câmara Municipal de Campinas (SP), Lei nº 12.466, de 09 de janeiro de 2.006.

É dever de todo consumidor, em percebendo qualquer abuso à sociedade de consumo, denunciar as autoridades competentes ou mesmo às associações de defesa do consumidor, para que medidas sejam tomadas, judiciais ou extra, de ordem a tornar a relação entre fornecedor e consumidor mais justa e equilibrada e atendendo principalmente ao princípio da boa-fé que deve imperar nessa co-relação.

A ANADEC, sempre atenta aos abusos contratuais, não se curvará na busca do bem comum, combatendo legalmente qualquer empresa que atentar contra os direitos dos consumidores, e nunca se esquecendo dos dizeres de Ruy Barbosa:

"Se os tratados são trapos de papel, porque se consignam em papéis, trapos de papel são os contratos, porque todos em papéis se escrevem. Se, celebrando-se no papel, os tratados, por isso, não são mais que trapos de papel, não são também as leis, que no papel se formulam, decretam e promulgam. Se os tratados, porque no papel recebem a sua forma visível, aos
trapos de papel se reduzem, as constituições, que no papel se pactuam, não passam de trapos de papel. Trapos de papel maiores ou menores, mas tudo papel e em trapos de maneira que todo o comércio humano, todas as relações da sociedade, todos os direitos e deveres, a família, a pátria, a civilização, o estado, toda a fábrica do mundo racional, bem lançadas as pontas, outra cousa não são que uma traparia de papel, valiosa ou inútil, conforme se trate de impor aos fracos ou servir aos fortes". Ruy Barbosa, in "Trapos de Papel".

  ANADEC - Associação Nacional de Defesa da Cidadania e do Consumidor
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